quinta-feira, março 14, 2002

Trabalho apresentado na VIII Escola de Verão de Investigação – Ação Educacional e Formação de Profissionais da Educação – Universidade Estadual de Ponta Grossa – PR
Publicação: Atas da VII Escola de Verão de Investigação-Ação Educacional (pp. 183-187) - Março/2001

INVESTIGAÇÕES FILOSÓFICAS NO ENSINO MÉDIO

CARVALHO, Sandra Helena Escouto de (PPGE/Unesp/Marília/Capes)
E-mail: helenae_br@yahoo.com.br
SILVA, Vandeí Pinto(Departamento de Didática/Unesp/Marília)
E- mail: vandei@unimedmarilia.com.br

Apresentamos aqui, o produto do trabalho desenvolvido na disciplina Prática de Ensino de Filosofia, realizada durante o segundo semestre de 1999, na Unesp – Campus de Marília, juntamente com a equipe diretiva, docentes e estudantes do ensino médio, noturno, da E.E. "Professor Antônio Reginato", localizada na periferia da cidade de Marília. Esse trabalho consistiu em uma investigação-ação educacional em Filosofia, em um viés crítico e emancipatório. Evidenciou como o ensino de Filosofia é viável e pode ser profícuo na escola pública se apresentar possibilidades concretas de investigação filosófica aos estudantes, partindo do próprio objeto de estudo da Filosofia e adentrando-se às suas temáticas. Não somente os acadêmicos em estágio nas escolas podem beneficiar-se profissional, tanto técnica como formativamente, mas também os profissionais da educação e demais estudantes das escolas onde ocorrem estes estágios. É cabível reunirmos a formação docente inicial e continuada em Filosofia, em trabalhos que acontecem semestralmente em muitas de nossas escolas, objetivando que esta formação técnica e humana, envolva ainda estudantes do ensino médio, os quais em escolas públicas, sobretudo de periferia, tendem a distanciar-se de seus direitos à cidadania, levando-os, bem como aos demais envolvidos, a uma práxis crítica em Filosofia, contribuindo para habilitá-los a uma vida humana digna e criadora.

TRABALHO APRESENTADO NO XV SEMINÁRIO NACIONAL DE ARTE-EDUCAÇÃO - FUNDARTE- MONTENEGRO - RS/ OUT/2001
SABERES INFORMAIS NO ENSINO FORMAL DE ARTES VISUAIS
Sandra Helena Escouto de Carvalho – PPGE/UNESP-Marília/Capes/ Brasil

Este trabalho apresenta uma reflexão processual do estudo em desenvolvimento, realizado numa perspectiva etnográfica e de investigação-ação, acerca do modo como as concepções artísticas e estéticas de professores do ensino fundamental influenciam suas práticas educativas escolares no ensino de artes visuais, em contextos multiculturais, principalmente no tangente à formação cultural e emancipação dos estudantes. Compreendemos que a cultura extra-escolar está ativa no cotidiano escolar, e provém de todos os sujeitos que dela participam (professores, estudantes, funcionários, pais). Tomando como pressupostos teóricos obras de Adorno, Giroux, Apple, McLaren e Paulo Freire, a investigação volta seu foco para o professor por considerar o currículo oculto expresso por meio das concepções que o professor vivencia, tão importante quanto o currículo explícito - ainda quando este resulta de práxis curricular integrada - na relação de sujeitos-professores e sujeitos-estudantes. Após a análise dos grupos de professores que poderiam estar interagindo na investigação, chegou-se ao perfil necessário desses professores, os quais estão sendo convidados a responder a um questionário com questões abertas e fechadas, buscando a obtenção de informações que denotem o lugar das concepções artísticas e estéticas docentes na formação cultural emancipatória dos estudantes no ensino de artes visuais na escola pública. Considerando que contextos multiculturais devem privilegiar práticas educativas interculturais, entendemos ser necessária a ruptura da dicotomia entre os saberes escolares pautados pela cultura erudita e os saberes obtidos nos processos não-formais e informais de educação, que adentram a escola nas entrelinhas dos saberes oficiais escolarizados. Todavia a ruptura da referida dicotomia requer o aclaramento das epistemologias dos saberes que compõem as culturas brasileiras abordadas nas escolas públicas. Neste caso, detendo-se nas culturas estéticas e artísticas que os professores trazem para escola. Numa perspectiva crítica de educação intercultural a narratividade dos saberes dos envolvidos não pode ser silenciada. Não somente a dos educandos. Também dos educadores(as).
Estive um bom tempo ausente...devem ter sido as crises positivas que surgem no caminho das pesquisadoras. A tese está bem melhor organizada. Agora tenho algo por que brigar...Como"dizem os gaúchos "estou com força para pelear pelo que acredito.."

O trabalho abaixo apresentado foi apresentado no evento indicado, em novembro de 2001, na Unesp, Marília..
SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE A CRIANÇA E O JOVEM NA AMÉRICA LATINA

POSSIBILIDADES DO ENSINO DE ARTES VISUAIS EM ESCOLAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL. Carvalho, S.- PPGE/Unesp/Marília/Capes

O trabalho aqui relatado foi realizado na Oficina de Artes Visuais do Núcleo de Educação Infantil (NEI), da Universidade Federal de Santa Maria/RS. Este núcleo atendia cerca de 100 crianças, com idades entre um e seis anos, filhas de servidores da UFSM, oriundas de famílias relativamente bem estruturadas, pertencentes, em sua maioria, à classe média. Seu projeto pedagógico focalizava a formação integral da criança por meio de atividades lúdico-educativas que visavam seu desenvolvimento físico, sensível e cognitivo, contando com uma excelente infra-estrutura material e qualificada equipe de profissionais. Mantinha oficinas de educação física, inglês, teatro, educação musical e artes visuais, bem como serviços de nutrição, fonoaudiologia, enfermagem, educação especial e brinquedoteca. A Oficina de Artes Visuais, a qual coordenamos no período de 1995 a 1997, após alguns meses de trabalho itinerante pelas salas de aula, em horários preestabelecidos, conquistou um espaço físico próprio. Seu objetivo consistia em permitir o contato das crianças, não apenas com o fazer artístico de caráter meramente técnico, mas com um tempo e espaço onde eram vivenciadas, em sua complexidade, manifestações artísticas na linguagem visual. Este objetivo concretizava-se norteado por três eixos: produção, apreciação e contextualização de formas artísticas bi e tridimensionais, fixas e em movimento, artesanais ou elaboradas com os recursos tecnológicos hoje disponíveis. Deste modo, foi possível concebermos arte como cultura, inserida em um contexto sócio-histórico determinado, abordada através de leituras desencadeadas a partir do contexto presente de cada criança. Neste processo, percebemos que a compreensão crítica da arte na prática educativa da educação infantil torna-se mais coerente e profícua quando realizada problematizando, juntamente com as crianças, a dinâmica das relações culturais de todas as instâncias envolvidas no ensino de arte. Considerando arte como conhecimento, constatamos a necessidade de sua presença desde a infância, na formação do ser humano, contemplando-o em suas dimensões estéticas, cognitivas, culturais e sociais. Nesta perspectiva, a linguagem das artes visuais propicia à criança descobrir-se sujeito criador no seu mundo, fornecendo-lhe além de informação, sobretudo, formação humana. Neste caso, artístico-cultural. Esta formação pode, e deve, começar na infância. As escolas de educação infantil precisam incluir um ensino de arte qualificado em suas propostas pedagógicas. Afinal, crianças são seres humanos, também produtores e consumidores das manifestações na linguagem da arte. (Relato de experiência – Comunicação oral – Educação)