terça-feira, junho 26, 2001

Estive ausente deste blog por probleminhas com a tecnologia que nos põe em comunicação. Isto também faz parte da vida de nós, pesquisadores sistemáticos... Minha tese está avançando. Estou conseguindo problematizar a questão inicial, básica, que poderia parecer insignificante... É incrível como quando precisamos, encontramos os textos certos... Estou relendo muitos sobre currículo e formação de professores, principalmente no Brasil. Não iremos democratizar a produção científica que elaboramos enquanto muitos destes textos permancerem publicados somente em revistas acadêmicas. Se elas são de difícil acesso até para pesquisadores, o que se poderá esperar em relação aos demais professores?....

sexta-feira, junho 08, 2001

O texto abaixo foi apresentado sob forma de comunicação oral no II Encontro de Educação do Oeste Paulista, realizado entre os dias 29 a 31 de agosto de 2000, na Unesp - Presidente Prudente - SP.
Decidi expô-lo neste blog porque revela a fase que caracterizo como aquela em que se pretende esgotar o assunto investigado em uma só tese. Logo percebi que teria de ser mais objetiva, restringir meu foco de investigação e aprofundar-me nele. Neste encontro, ao dialogar com outros professores e estudantes durante a exposição, foram sendo aclaradas alguns dos pontos que teriam de ser acentuados ou tratados com mais superficialidade. Considero estas interações valiosas para o pesquisador. Apresentam as lacunas, assim como sinalizam alguns pontos fortes da proposta que defendemos...Muitas destas sinalizações são emitidas por pessoas que, mesmo atuando na área da educação, não fazem sistematicamente investigações científicas. Isto confere a seus relatos uma espontaneidade que pode vir a converter-se em insights significativos para o pesquisador.

CONCEPÇÕES ARTÍSTICAS E ESTÉTICAS DE PROFESSORES(AS) DE ARTES VISUAIS E SUA INFLUÊNCIA NA FORMAÇÃO CULTURAL EMANCIPATÓRIA DE ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA PÚBLICA MULTICULTURAL

CARVALHO, Sandra. Programa de Pós-graduação em Educação/UNESP/CAPES

Este trabalho apresenta uma reflexão processual do estudo em desenvolvimento, realizado numa perspectiva etnográfica e de investigação-ação, acerca do modo como as concepções artísticas e estéticas de professores do ensino fundamental influenciam suas práticas educativas escolares no ensino de artes visuais, em contextos multiculturais, principalmente no tangente à formação cultural e emancipação dos estudantes. Compreendemos que a cultura extra-escolar está ativa no cotidiano escolar, e provém de todos os sujeitos que dela participam (professores, estudantes, funcionários, pais). Tomando como pressupostos teóricos obras de Adorno, Giroux, Apple, McLaren e Paulo Freire, a investigação volta seu foco para o professor por considerar o currículo oculto expresso por meio das concepções que o professor vivencia, tão importante quanto o currículo explícito - ainda quando este resulta de práxis curricular integrada - na relação de sujeitos-professores e sujeitos-estudantes. Após a análise dos grupos de professores que poderiam estar interagindo na investigação, chegou-se ao perfil necessário desses professores, os quais estão sendo convidados a responder a um questionário com questões abertas e fechadas, buscando a obtenção de informações que denotem o lugar das concepções artísticas e estéticas docentes na formação cultural emancipatória dos estudantes no ensino de artes visuais na escola pública. Considerando que contextos multiculturais devem privilegiar práticas educativas interculturais, entendemos ser necessária a ruptura da dicotomia entre os saberes escolares pautados pela cultura erudita e os saberes obtidos nos processos não-formais e informais de educação, que adentram a escola nas entrelinhas dos saberes oficiais escolarizados. Todavia a ruptura da referida dicotomia requer o aclaramento das epistemologias dos saberes que compõem as culturas brasileiras abordadas nas escolas públicas. Neste caso, detendo-se nas culturas estéticas e artísticas que os professores trazem para escola. Numa perspectiva crítica de educação intercultural a narratividade dos saberes dos envolvidos não pode ser silenciada. Não somente a dos educandos. Também dos educadores(as).

quinta-feira, junho 07, 2001

Hoje, madrugada de sexta-feira, estou terminando de reler a tese inteira, efetuar pequenas (ou grandes) modificações e organizando as inserções necessárias. bem, tenho mais a acrescentar do que a retirar ou modificar radicalmente. Deverei, sim, ser mais clara nas problematizações de certas passagens.. Isto chega a ser antagônico: esclarecer e problematizar simultaneamente uma mesma mensagem....estou mais criativa , crítica, profissional e determinada, neste momento..Descobri que quero..e tenho coragem para defender minha tese... Vitória!!!!! espero permanecer assim durante a qualificação e a defesa..Passei por um período de gestação de idéias... li bastante..mas escrevi pouco.. Agora é chegado o momento de externalizar minhas consideraçòes. Qdo se está elaborando uma tese,ainda que durante o lazer ou leituras mais amenas, estamos sempre articulados à proposta que defendemos....... É assim q se faz ciência legitimada... Mas se faz ciência cotidianamente... apesar dela nem sempre ser legitimada..