segunda-feira, maio 20, 2002


Estas considerações foram apresentadas na sessão de Pôsteres do IV Coned, relaizado em Abril/2002, em São Paulo. Foi um trabalho e etexto construído colaborativamente com colegas do Projeto Arte-Educar.Para mim foi a oportunidade de conhecer presencialmente as colegas com quem convivia , até então, apenas virtualmente.

Título: O LUGAR DA ARTE-EDUCAÇÃO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS
Autoras: Sandra Helena Escouto de Carvalho (Projeto Arte-Educar/PPGE-Unesp-Marília/Capes)
Ana Maria Schultze (Projeto Arte–Educar/ Mestrado em Artes Visuais- Unesp-SP)
Ytamar A. L. Santos ( Projeto Arte-Educar/ ECA-USP)

O Projeto Arte-Educar é um grupo de discussão virtual, formado em 1999, por iniciativa da arte-educadora Ana Maria Schultze, visando um espaço para troca de experiências, apoio técnico-científico, divulgação de eventos e estudos referentes à arte e ao ensino de arte, em suas diversas linguagens. Conta com cerca de 130 participantes, predominando arte-educadores e pedagogos, vinculados ao ensino e pesquisa, atuando da educação básica ao ensino superior, provenientes de todas as regiões do país e também do exterior, onde estes membros contribuem com suas características, formações e saberes particulares, em uma verdadeira colcha de retalhos multicultural, reflexo do próprio Brasil, tão plural desde sua formação. Nosso objetivo neste evento é trazer ao debate público educacional a necessidade de integrar arte-educadores, de todas as linguagens artísticas – artes visuais, música, teatro e dança – nos programas de formação de professores para educação infantil e séries iniciais, seja nos cursos de Pedagogia, ou nos recém-criados cursos na modalidade Normal Superior. Nestes programas estão sendo formados professores que deverão possuir um consistente embasamento sobre todas as disciplinas que se fazem presentes no dia a dia da escola. Mesmo sendo a Arte historicamente desqualificada na hierarquização das disciplinas escolares, cremos ser fundamental para uma prática pedagógica crítica e consistente, propiciar subsídios para os profissionais que atuarão na educação infantil, nas séries iniciais – cujos docentes são polivalentes – bem como aos supervisores, administradores e orientadores escolares conhecimentos do histórico, da natureza e da atualidade da disciplina Arte na educação brasileira, bem como sua importância na formação cultural dos seres humanos. Alertamos para a urgência das coordenações dos cursos de graduação acima citados reconhecerem que, para lecionar Ensino de Arte nas graduações, são indispensáveis arte-educadores com conhecimento específico nestas três áreas: educação, arte e ensino de arte. Os pedagogos e demais professores do Normal Superior tem um semestre de cada linguagem artística, quando os têm. Supervisores, orientadores e administradores nem sequer trabalham estas disciplinas em sua formação. E no entanto estão nas escolas da educação básica trabalhando com estudantes em uma etapa da escolarização na qual a linguagem da arte é fortemente sufocada pelo cálculo, pela leitura e escrita, ou assessorando professores de educação infantil e séries iniciais, nesses processos. Dentro deste quadro desrespeitoso para com estudantes e profissionais da educação, temos de conviver cotidianamente com universidades aceitando, em concursos públicos para docentes, pedagogos, para lecionar disciplinas específicas da Arte em tais cursos. Se pedagogos ainda não possuem uma identidade clarificada a respeito de suas funções, nós arte-educadores, temos consciência de nosso papel educativo e cultural na formação de crianças, jovens e adultos. Como cidadãos e profissionais responsáveis não podemos permitir que se confunda interdisciplinaridade com educação mal-feita. As comunidades escolares, órgãos gestores da educação pública e a sociedade em seu âmbito mais abrangente precisam estar conscientes e mobilizadas para situações como esta. Afinal, nem só de números e letras vive o homem. Nem nossos estudantes.
Eixo temático: Trabalhadores e trabalhadoras em educação
Palavras-chave: Ensino de arte; formação de professores; séries iniciais

Este é o estado da arte atual da minha tese. Eu o apresentei na sessão de pôsteres do IV Coned, em Abril/2002, São Paulo

Título: PROFESSORES DE SÉRIES INICIAIS E ENSINO DE ARTE: EM BUSCA DE UMA FORMAÇÃO CULTURAL LÚDICO-CRÍTICA
Autor: Sandra Helena Escouto de Carvalho
Instituição: UNESP-PPGE- Marília

O estudo aqui apresentado se insere na problemática da formação de professores de séries iniciais e na recuperação de sua dimensão lúdico-crítica. A pesquisa, ocorrida num período de quatro anos, abrangeu escolas de quinze municípios do interior gaúcho, integrando a pesquisadora, professoras de séries iniciais da rede pública estadual e acadêmicas da disciplina Fundamentos e Metodologia do Ensino de 1o Grau – Expressão Artística I – Curso de Pedagogia/Séries Iniciais, do Centro Universitário Univates, da cidade de Lajeado, RS. Teve por objetivo pesquisar como a formação cultural inicial e continuada em arte, destas professoras e acadêmicas pode ser usada como substrato para habilitá-las a leituras lúdico-críticas da visualidade do cotidiano em que vivem. O trabalho foi desenvolvido numa perspectiva metodológica crítica e etnográfica, por meio de registros escritos e imagéticos, de histórias de vida pessoais e profissionais das professoras e acadêmicas, bem como de seus fazeres artístico-visuais. Com base nestes registros procedeu-se à análise e discussão de suas práticas educativas e posicionamentos como profissionais da educação. Para isto adotou-se como referencial teórico obras de Adorno e Huizinga, tendo como pressuposto seus estudos, respectivamente, sobre formação cultural e o lúdico como elemento da cultura, articulando-os à educação formal. Considerando ser a ênfase deste estudo, a dinâmica da formação do(a) professor(a) e seus desdobramentos, apontamos caminhos para compreensão, contextualização e fruição dos saberes e fazeres da arte pelo(a) professor(a), seja na sua formação inicial ou continuada. Comumente pensamos no estudante de séries iniciais e na deturpada formação que virá a ter pelas seqüelas e preconceitos resultantes de uma prática educativa em Arte, fragmentada, negligente ou castradora. Por isso, com este estudo podemos reafirmar e reivindicar a necessidade da consistente formação inicial em arte, de professores(as), uma vez que estes(as) serão com sua personalidade e postura profissional, referenciais no imaginário do estudante acerca da escola e da educação mais ampla. Se a arte pode atuar como mediadora na formação cultural e lúdica para a leitura de mundo que precede, na criança, a leitura da palavra, pode também ser ponto de partida para o resgate da leitura de mundo que, no(a) professor(a) tenha sido sucumbida pelos processos de massificação da capacidade crítica criadora, homogeneizados pelos meios de comunicação de massa e pela indústria cultural. A abordagem do ensino de arte, nos cursos de formação de professores de séries iniciais deve propiciar a estes(as),) avançar de estágios de embotamentos sensoriais, perceptivos e cognitivos na linguagem da arte para outros em que possam superar dificuldades e estereótipos e permitir-se alternativas de produção de sentidos, visando atitudes criativas de âmbito individual e coletivo, tornando-se assim uma ponte para a recuperação da dimensão sensível do homem. Dimensão sensível sufocada pela rigidez do nosso sistema educacional - da educação básica ao ensino superior - e cujo resgate é imprescindível para uma sociedade mais justa e humana.

Eixo temático: Trabalhadores e trabalhadoras em educação
Órgão financiador: Capes
Palavras-chave: Formação de professores; ensino de arte;séries iniciais


























quinta-feira, março 14, 2002

Trabalho apresentado na VIII Escola de Verão de Investigação – Ação Educacional e Formação de Profissionais da Educação – Universidade Estadual de Ponta Grossa – PR
Publicação: Atas da VII Escola de Verão de Investigação-Ação Educacional (pp. 183-187) - Março/2001

INVESTIGAÇÕES FILOSÓFICAS NO ENSINO MÉDIO

CARVALHO, Sandra Helena Escouto de (PPGE/Unesp/Marília/Capes)
E-mail: helenae_br@yahoo.com.br
SILVA, Vandeí Pinto(Departamento de Didática/Unesp/Marília)
E- mail: vandei@unimedmarilia.com.br

Apresentamos aqui, o produto do trabalho desenvolvido na disciplina Prática de Ensino de Filosofia, realizada durante o segundo semestre de 1999, na Unesp – Campus de Marília, juntamente com a equipe diretiva, docentes e estudantes do ensino médio, noturno, da E.E. "Professor Antônio Reginato", localizada na periferia da cidade de Marília. Esse trabalho consistiu em uma investigação-ação educacional em Filosofia, em um viés crítico e emancipatório. Evidenciou como o ensino de Filosofia é viável e pode ser profícuo na escola pública se apresentar possibilidades concretas de investigação filosófica aos estudantes, partindo do próprio objeto de estudo da Filosofia e adentrando-se às suas temáticas. Não somente os acadêmicos em estágio nas escolas podem beneficiar-se profissional, tanto técnica como formativamente, mas também os profissionais da educação e demais estudantes das escolas onde ocorrem estes estágios. É cabível reunirmos a formação docente inicial e continuada em Filosofia, em trabalhos que acontecem semestralmente em muitas de nossas escolas, objetivando que esta formação técnica e humana, envolva ainda estudantes do ensino médio, os quais em escolas públicas, sobretudo de periferia, tendem a distanciar-se de seus direitos à cidadania, levando-os, bem como aos demais envolvidos, a uma práxis crítica em Filosofia, contribuindo para habilitá-los a uma vida humana digna e criadora.

TRABALHO APRESENTADO NO XV SEMINÁRIO NACIONAL DE ARTE-EDUCAÇÃO - FUNDARTE- MONTENEGRO - RS/ OUT/2001
SABERES INFORMAIS NO ENSINO FORMAL DE ARTES VISUAIS
Sandra Helena Escouto de Carvalho – PPGE/UNESP-Marília/Capes/ Brasil

Este trabalho apresenta uma reflexão processual do estudo em desenvolvimento, realizado numa perspectiva etnográfica e de investigação-ação, acerca do modo como as concepções artísticas e estéticas de professores do ensino fundamental influenciam suas práticas educativas escolares no ensino de artes visuais, em contextos multiculturais, principalmente no tangente à formação cultural e emancipação dos estudantes. Compreendemos que a cultura extra-escolar está ativa no cotidiano escolar, e provém de todos os sujeitos que dela participam (professores, estudantes, funcionários, pais). Tomando como pressupostos teóricos obras de Adorno, Giroux, Apple, McLaren e Paulo Freire, a investigação volta seu foco para o professor por considerar o currículo oculto expresso por meio das concepções que o professor vivencia, tão importante quanto o currículo explícito - ainda quando este resulta de práxis curricular integrada - na relação de sujeitos-professores e sujeitos-estudantes. Após a análise dos grupos de professores que poderiam estar interagindo na investigação, chegou-se ao perfil necessário desses professores, os quais estão sendo convidados a responder a um questionário com questões abertas e fechadas, buscando a obtenção de informações que denotem o lugar das concepções artísticas e estéticas docentes na formação cultural emancipatória dos estudantes no ensino de artes visuais na escola pública. Considerando que contextos multiculturais devem privilegiar práticas educativas interculturais, entendemos ser necessária a ruptura da dicotomia entre os saberes escolares pautados pela cultura erudita e os saberes obtidos nos processos não-formais e informais de educação, que adentram a escola nas entrelinhas dos saberes oficiais escolarizados. Todavia a ruptura da referida dicotomia requer o aclaramento das epistemologias dos saberes que compõem as culturas brasileiras abordadas nas escolas públicas. Neste caso, detendo-se nas culturas estéticas e artísticas que os professores trazem para escola. Numa perspectiva crítica de educação intercultural a narratividade dos saberes dos envolvidos não pode ser silenciada. Não somente a dos educandos. Também dos educadores(as).
Estive um bom tempo ausente...devem ter sido as crises positivas que surgem no caminho das pesquisadoras. A tese está bem melhor organizada. Agora tenho algo por que brigar...Como"dizem os gaúchos "estou com força para pelear pelo que acredito.."

O trabalho abaixo apresentado foi apresentado no evento indicado, em novembro de 2001, na Unesp, Marília..
SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE A CRIANÇA E O JOVEM NA AMÉRICA LATINA

POSSIBILIDADES DO ENSINO DE ARTES VISUAIS EM ESCOLAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL. Carvalho, S.- PPGE/Unesp/Marília/Capes

O trabalho aqui relatado foi realizado na Oficina de Artes Visuais do Núcleo de Educação Infantil (NEI), da Universidade Federal de Santa Maria/RS. Este núcleo atendia cerca de 100 crianças, com idades entre um e seis anos, filhas de servidores da UFSM, oriundas de famílias relativamente bem estruturadas, pertencentes, em sua maioria, à classe média. Seu projeto pedagógico focalizava a formação integral da criança por meio de atividades lúdico-educativas que visavam seu desenvolvimento físico, sensível e cognitivo, contando com uma excelente infra-estrutura material e qualificada equipe de profissionais. Mantinha oficinas de educação física, inglês, teatro, educação musical e artes visuais, bem como serviços de nutrição, fonoaudiologia, enfermagem, educação especial e brinquedoteca. A Oficina de Artes Visuais, a qual coordenamos no período de 1995 a 1997, após alguns meses de trabalho itinerante pelas salas de aula, em horários preestabelecidos, conquistou um espaço físico próprio. Seu objetivo consistia em permitir o contato das crianças, não apenas com o fazer artístico de caráter meramente técnico, mas com um tempo e espaço onde eram vivenciadas, em sua complexidade, manifestações artísticas na linguagem visual. Este objetivo concretizava-se norteado por três eixos: produção, apreciação e contextualização de formas artísticas bi e tridimensionais, fixas e em movimento, artesanais ou elaboradas com os recursos tecnológicos hoje disponíveis. Deste modo, foi possível concebermos arte como cultura, inserida em um contexto sócio-histórico determinado, abordada através de leituras desencadeadas a partir do contexto presente de cada criança. Neste processo, percebemos que a compreensão crítica da arte na prática educativa da educação infantil torna-se mais coerente e profícua quando realizada problematizando, juntamente com as crianças, a dinâmica das relações culturais de todas as instâncias envolvidas no ensino de arte. Considerando arte como conhecimento, constatamos a necessidade de sua presença desde a infância, na formação do ser humano, contemplando-o em suas dimensões estéticas, cognitivas, culturais e sociais. Nesta perspectiva, a linguagem das artes visuais propicia à criança descobrir-se sujeito criador no seu mundo, fornecendo-lhe além de informação, sobretudo, formação humana. Neste caso, artístico-cultural. Esta formação pode, e deve, começar na infância. As escolas de educação infantil precisam incluir um ensino de arte qualificado em suas propostas pedagógicas. Afinal, crianças são seres humanos, também produtores e consumidores das manifestações na linguagem da arte. (Relato de experiência – Comunicação oral – Educação)

terça-feira, junho 26, 2001

Estive ausente deste blog por probleminhas com a tecnologia que nos põe em comunicação. Isto também faz parte da vida de nós, pesquisadores sistemáticos... Minha tese está avançando. Estou conseguindo problematizar a questão inicial, básica, que poderia parecer insignificante... É incrível como quando precisamos, encontramos os textos certos... Estou relendo muitos sobre currículo e formação de professores, principalmente no Brasil. Não iremos democratizar a produção científica que elaboramos enquanto muitos destes textos permancerem publicados somente em revistas acadêmicas. Se elas são de difícil acesso até para pesquisadores, o que se poderá esperar em relação aos demais professores?....

sexta-feira, junho 08, 2001

O texto abaixo foi apresentado sob forma de comunicação oral no II Encontro de Educação do Oeste Paulista, realizado entre os dias 29 a 31 de agosto de 2000, na Unesp - Presidente Prudente - SP.
Decidi expô-lo neste blog porque revela a fase que caracterizo como aquela em que se pretende esgotar o assunto investigado em uma só tese. Logo percebi que teria de ser mais objetiva, restringir meu foco de investigação e aprofundar-me nele. Neste encontro, ao dialogar com outros professores e estudantes durante a exposição, foram sendo aclaradas alguns dos pontos que teriam de ser acentuados ou tratados com mais superficialidade. Considero estas interações valiosas para o pesquisador. Apresentam as lacunas, assim como sinalizam alguns pontos fortes da proposta que defendemos...Muitas destas sinalizações são emitidas por pessoas que, mesmo atuando na área da educação, não fazem sistematicamente investigações científicas. Isto confere a seus relatos uma espontaneidade que pode vir a converter-se em insights significativos para o pesquisador.

CONCEPÇÕES ARTÍSTICAS E ESTÉTICAS DE PROFESSORES(AS) DE ARTES VISUAIS E SUA INFLUÊNCIA NA FORMAÇÃO CULTURAL EMANCIPATÓRIA DE ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA PÚBLICA MULTICULTURAL

CARVALHO, Sandra. Programa de Pós-graduação em Educação/UNESP/CAPES

Este trabalho apresenta uma reflexão processual do estudo em desenvolvimento, realizado numa perspectiva etnográfica e de investigação-ação, acerca do modo como as concepções artísticas e estéticas de professores do ensino fundamental influenciam suas práticas educativas escolares no ensino de artes visuais, em contextos multiculturais, principalmente no tangente à formação cultural e emancipação dos estudantes. Compreendemos que a cultura extra-escolar está ativa no cotidiano escolar, e provém de todos os sujeitos que dela participam (professores, estudantes, funcionários, pais). Tomando como pressupostos teóricos obras de Adorno, Giroux, Apple, McLaren e Paulo Freire, a investigação volta seu foco para o professor por considerar o currículo oculto expresso por meio das concepções que o professor vivencia, tão importante quanto o currículo explícito - ainda quando este resulta de práxis curricular integrada - na relação de sujeitos-professores e sujeitos-estudantes. Após a análise dos grupos de professores que poderiam estar interagindo na investigação, chegou-se ao perfil necessário desses professores, os quais estão sendo convidados a responder a um questionário com questões abertas e fechadas, buscando a obtenção de informações que denotem o lugar das concepções artísticas e estéticas docentes na formação cultural emancipatória dos estudantes no ensino de artes visuais na escola pública. Considerando que contextos multiculturais devem privilegiar práticas educativas interculturais, entendemos ser necessária a ruptura da dicotomia entre os saberes escolares pautados pela cultura erudita e os saberes obtidos nos processos não-formais e informais de educação, que adentram a escola nas entrelinhas dos saberes oficiais escolarizados. Todavia a ruptura da referida dicotomia requer o aclaramento das epistemologias dos saberes que compõem as culturas brasileiras abordadas nas escolas públicas. Neste caso, detendo-se nas culturas estéticas e artísticas que os professores trazem para escola. Numa perspectiva crítica de educação intercultural a narratividade dos saberes dos envolvidos não pode ser silenciada. Não somente a dos educandos. Também dos educadores(as).

quinta-feira, junho 07, 2001

Hoje, madrugada de sexta-feira, estou terminando de reler a tese inteira, efetuar pequenas (ou grandes) modificações e organizando as inserções necessárias. bem, tenho mais a acrescentar do que a retirar ou modificar radicalmente. Deverei, sim, ser mais clara nas problematizações de certas passagens.. Isto chega a ser antagônico: esclarecer e problematizar simultaneamente uma mesma mensagem....estou mais criativa , crítica, profissional e determinada, neste momento..Descobri que quero..e tenho coragem para defender minha tese... Vitória!!!!! espero permanecer assim durante a qualificação e a defesa..Passei por um período de gestação de idéias... li bastante..mas escrevi pouco.. Agora é chegado o momento de externalizar minhas consideraçòes. Qdo se está elaborando uma tese,ainda que durante o lazer ou leituras mais amenas, estamos sempre articulados à proposta que defendemos....... É assim q se faz ciência legitimada... Mas se faz ciência cotidianamente... apesar dela nem sempre ser legitimada..

domingo, maio 27, 2001

Hoje, final de domingo, estou aqui a pensar na sistematização de mais um capítulo..A sistematização interna de cada capítulo contribui para o melhor fluxo do texto e das propostas nele contidas. Estou lendo a docência feminina em artes visuais no Brasil, sob os pressupostos da teoria educacional crítica..Este capítulo é o núcleo da tese.....Nele eu apresento as possíveis respostas q a tese pode apresentar....

domingo, maio 20, 2001

Relendo o que acabei de escrever neste blog, aproveito para expor um a preocupação que a linguagem da net nos apresenta: erros de digitação e gramática cometidos, com freqüência, pela rapidez que a rede exige, e que parecem estar se tornando estruturais. Não somente, conjunturais. Estarão nossos estudantes - crianças e adolescentes -desenvolvendo sua capacidade de expressão escrita, com estas mesmas características???
Estou feliz por poder compartilhar com os interessados nas pesquisas na área da educação, este blog. Aqui narro meu cotidiano, a partir da metade da construção de minha tese de doutorado. Decidi abrir este percurso pra desconhecidos navegantes virtuais, porque considero fazer ciência um ato extremamente solitário. Contraditório falar em solidão justamente em um momento que sem te estar aberta ao conhecimento humano, abolindo preconceitos.Afinal, por mais deslegitimado que seja um saber, ele poderá vir a contribuir, e muito, para a realização do que nos propomos. Pesquisadores são seres solitários, porém, intensamente conectados ao universo. Mesmo quando, em alguns momentos, afastam-se materialmente de outros seres humanos. Fazemos ciência porque somos humanos. Fazemos ciências para sermos mais humanos.